7 MACROTENDÊNCIAS GLOBAIS PARA A INDÚSTRIA NOS PRÓXIMOS 20 ANOS

Em nosso último post INDÚSTRIA 4.0 – 3 REFLEXÕES PARA FORNECEDORES DA INDÚSTRIA  exploramos algumas ideias sobre como nós, fornecedores, podemos nos preparar para a quarta revolução industrial que já está acontecendo.

Sabemos que a indústria 4.0 veio para ficar e temos que manter nossas empresas competitivas e ajudar nossos clientes nesta transição, sempre buscando otimizar recursos e fortalecer a sinergia indústria-fornecedor.

Como falamos, a indústria 4.0 surgiu por uma necessidade do próprio mercado e da sociedade por conectividade, mas o contexto onde essa indústria está inserida é ainda mais amplo e conta com outras variáveis que precisam ser monitoradas. E é sobre isso que nós, do time Steelcarbon, vamos falar hoje: sete tendências globais que impactarão a indústria no futuro.

O World Economic Forum, em parceria com a Delloite, publicou em 2012 um estudo chamado “The Future of Manufacturing: Opportunities to drive economic growth”* (O Futuro da Manufatura: Oportunidades para direcionar o crescimento econômico, em tradução livre) que aborda, sob uma perspectiva maior, macrotendências que influenciarão a manufatura nos próximos 20 anos e que vão exigir a atenção e a colaboração dos líderes de negócios, governos e sociedade civil.

De acordo com o estudo, a globalização e expansão das manufaturas tem sido um fator crucial para a melhoria da qualidade de vida e crescimento da classe média em países em desenvolvimento, onde muitas multinacionais têm suas unidades instaladas. Com o aumento do poder aquisitivo, estes países deixaram de ser apenas provedores de mão-de-obra de baixo custo e passam a ser também consumidores, forçando as indústrias a rever sua forma de operar. Somam-se a isso, a volatilidade do câmbio, as políticas protecionistas, os acordos globais e outras particularidades de cada região do globo que tornam o universo das fábricas muito dinâmico.

Neste cenário complexo, é fundamental conhecer as grandes questões que afetarão a indústria para se antecipar e se preparar para elas:

  1. Investimento em infraestrutura dos países deverá se intensificar – a infraestrutura será um fator decisivo para que os países sejam considerados boas localidades para uma indústria se instalar. Com os investimentos públicos cada vez mais escassos, as parcerias público-privadas se intensificarão para endereçar rapidamente as necessidades de cada região.
  2. Competição entre países para atrair investimento estrangeiro direto (IED) vai aumentar drasticamente – para os países este tipo de investimento é uma oportunidade para atrair novas indústrias e junto com elas o conhecimento e a infraestrutura para desenvolver o local. No entanto, a quantidade de opções disponíveis para os investidores aumentará muito e isso gerará uma disputa pelo investimento.
  3. A escassez de recursos naturais e a concorrência pelo seu uso vai impactar diretamente a estratégia das empresas e dos países – no curto prazo, os países e empresas detentores de materiais raros irão usar a tática de aumento de preço, mas no longo prazo quem irá se diferenciar são aqueles que investirem em pesquisa de novos materiais e alternativas para substituir os antigos ou escassos.
  4. Fontes de energia limpa e políticas adequadas serão prioridade para manufaturas e governos – com o aumento da população e da produção, a demanda por energia só aumentará. Porém, meio ambiente e sustentabilidade serão temas mandatórios e empresas e nações serão pressionadas a se responsabilizar por seus impactos, seja na oferta de energia limpa a um preço acessível e regulamentações adequadas; ou no uso consciente na produção e criação de produtos com maior eficiência energética.
  5. A capacidade de inovar de forma rápida será o maior fator de sucesso dos países e empresas – a inovação será crucial para que as empresas se mantenham à frente dos competidores e rapidamente se adaptem ao complexo cenário onde estão inseridas. Além disso, a parceria com universidades e institutos de pesquisa será um grande diferencial nesse quesito.
  6. Capital humano será o recurso mais crítico para as empresas – este item está totalmente relacionado ao anterior, visto que não é possível inovar sem um corpo técnico qualificado. As empresas que souberem atrair, desenvolver e reter seus talentos – sejam pesquisadores ou profissionais da produção – se destacarão frente aos competidores.
  7. O uso estratégico de políticas públicas para acelerar o desenvolvimento econômico se intensificará e exigirá maior colaboração entre legisladores e líderes de negócios para criar soluções ganha-ganha – os governos precisarão entender qual é o balanço correto entre tributação, investimentos, educação, infraestrutura, visando fomentar o desenvolvimento do país. A proximidade das empresas com os governos ajudará a criar o equilíbrio requerido para que todos os lados possam ser beneficiados.

 

Especialmente nas tendências 3, 4 e 5 nós, fornecedores da indústria, podemos contribuir e influenciar com nossos serviços, tecnologias, conhecimentos e experiência. Ao fazer isso, não estamos apenas garantindo a longevidade nos nossos próprios negócios, mas também melhorando a competitividade dos nossos clientes e parceiros.

Tem algum case para contar ou dica para compartilhar relacionado às macrotendências? Escreva aqui nos comentários.

Até breve!

 

*World Economic Forum and Deloitte Touche Tohmatsu Limited – The Future of Manufacturing: Opportunities to drive economic growth https://www3.weforum.org/docs/WEF_MOB_FutureManufacturing_Report_2012.pdf

colocar o link para o último post aqui.

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